A vacinação contra a gripe começou na semana passada com o objetivo de proteger 90 de cada 100 pessoas do público-alvo, como idosos, crianças de idades entre 6 meses e 6 anos, gestantes e que estejam amamentando. Mas, a vacinação vem enfrentando, como acontece nos últimos anos, uma campanha de desinformação, alimentada por falsas informações divulgadas nas redes sociais por quem só sabe repetir o que outros falam de forma irresponsável.
Esse tipo de desinformação tem feito com que médicos e cientistas façam alertas afirmando que o maior risco é as pessoas acreditarem na desinformação, não tomarem a vacina e ficarem doentes, inclusive com possibilidade de morte. Acreditar em informação falsa, às vezes, é mais mortal do que a própria doença. Algumas pessoas podem deixar de se vacinar, acreditando em histórias falsas e consequentemente vão continuar vulneráveis, o que pode até levar à morte.
O Ministério da Saúde garante que a vacina é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença. Uma das mentiras mais comuns é a de que a vacina pode fazer algumas pessoas pegarem a gripe. De acordo com a especialista, essa é a época do ano em que mais circulam os vírus que provocam a gripe comum. Mesmo que a pessoa tenha febre, dor de garganta e tosse, pode ser outro vírus respiratório, como o da covid, por exemplo. Além disso, se a pessoa já tiver sido infectada, e estiver incubando o vírus, os sintomas podem aparecer depois que ela tomou a vacina. É preciso duas semanas, no mínimo, para desenvolver a proteção. Nesse período, a pessoa continua vulnerável, inclusive à gripe, como quem não foi vacinado.
Outra mentira é que a vacina contra a gripe não é segura e pode provocar a morte de pessoas mais velhas. Os médicos garantem que a vacina é extremamente segura, tanto que os grupos prioritários escolhidos para tomar a vacina são os mais vulneráveis. Uma pessoa que faz um transplante de medula óssea, a primeira vacina que ele tem que tomar, três meses pós-transplante, é a vacina contra a gripe. Por que ela é segura? Porque é uma vacina inativada, ou seja, o vírus é morto, fracionado e você só usa uma fração dele na produção de anticorpos. Então, em qualquer pessoa, inclusive que tenha alguma doença, ela vai ser extremamente segura.
Mais uma mentira diz que a vacina não evita totalmente o contágio e por isso não é eficiente. Especialistas em medicina garantem que a vacina contra a gripe é eficaz principalmente para proteger contra a doença grave e suas complicações e contra o óbito. Dependendo da faixa de idade e da condição do sistema imunológico da pessoa vacinada, ela pode ser menos eficiente contra o contágio pelo vírus, mas continua sendo muito importante para prevenir a forma grave da doença. Por isso, a recomendação é que as pessoas que são mais vulneráveis se vacinem todos os anos para não correr esse risco.
Outra mentira é a de que a gripe é uma doença comum, sem gravidade. Por isso, não é importante se vacinar. Mas, o alerta é que a gripe é uma doença potencialmente grave. Nem todos casos vão ser assim, tem gente que vai ter sintomas, por mais ou menos uma semana, sem consequências. Mas algumas pessoas vão desenvolver pneumonia, vão desenvolver uma descompensação de outras doenças, como, por exemplo, diabetes, problemas cardíacos ou doença pulmonar crônica. Por isso que essa é uma vacina muito importante na faixa etária dos idosos, porque eles apresentam mais quadros graves, com mais internação e mais óbitos. Depois, as pessoas com doenças crônicas e as crianças pequenas são as mais atingidas pelas formas graves.
Nas redes sociais tem gente que posta mensagens dizendo que profissionais de saúde estão misturando a vacina da gripe com a vacina da covid. Isso não é verdade porque não se mistura nenhuma vacina. Cada uma tem os seus ingredientes, o seu conteúdo e jamais, nunca houve essa história de vacinas serem misturadas. O que existe são vacinas combinadas, que protegem contra várias doenças, mas elas já são fabricadas assim pelo próprio laboratório, com todas as quantidades de cada um dos componentes, calculados, testados, com estudos clínicos e a aprovação de órgãos regulatórios. Mas isso não é feito com a vacina da gripe e a vacina da covid.






















































