Moradores denunciam a poluição do Rio Angelim com vinhaça de cana-de-açúcar da Alcon e cobram providências da empresa e das autoridades de Conceição da Barra após a constatação de mortandade de peixes e camarões no manancial, que é fonte histórica de sustento e sobrevivência para diversas famílias.
A situação revolta moradores da Comunidade Angelim 3, inconformados com a degradação ambiental. Diversos vídeos e fotos da situação foram publicados nesta terça-feira (12/09) nas redes sociais e grupos de WhatsApp, aumentando o tom de cobrança à direção da indústria do setor sucroalcooleiro, à Prefeitura de Conceição da Barra, à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, além de requisitarem publicamente a fiscalização da Polícia Ambiental.
Segundo relatos de moradores, esta não é a primeira vez que o Rio Angelim sofre com despejos de resíduos provenientes da atividade industrial da Alcon. Eles afirmam que, a cada novo episódio, o impacto ambiental se torna mais evidente e ameaça diretamente a vida das famílias que dependem do rio para a pesca e fonte de água.
“Nosso rio está morrendo aos poucos, e nós moradores estamos indo junto com ele”, desabafou um morador, indignado ao presenciar novamente as águas contaminadas e os peixes mortos às margens do rio.
Ecossistema comprometido
A vinhaça, resíduo resultante da produção de álcool e açúcar, pode provocar sérios danos ambientais quando descartada de forma irregular. Entre os principais impactos estão a redução do oxigênio da água, a morte de espécies aquáticas e o comprometimento de todo o ecossistema local.
Os moradores afirmam sentir tristeza e impotência diante da repetição dos casos. Para eles, o mais revoltante é a sensação de impunidade.
“O pior é saber que nada acontece com essas grandes empresas”, relata outro morador, cobrando providências das autoridades ambientais e fiscalização rigorosa.
Além da responsabilização dos envolvidos, os moradores defendem medidas de recuperação ambiental e maior proteção aos recursos naturais da região.
O OUTRO LADO
Apesar da grande repercussão negativa a partir do final da manhã desta terça-feira (12/05), a Alcon, a Prefeitura e a Secretaria de Meio Ambiente de Conceição da Barra ainda não haviam feito nenhuma manifestação pública até a publicação desta reportagem.
A Rede Barcos de Comunicação apresentou demandas à empresa e aos órgãos públicos sobre o assunto. Havendo retorno, o texto será atualizado.
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