Finalmente começou a vacinação contra o coronavírus no Brasil. Depois de muito atraso, muita má vontade do governo federal, vários tropeços das autoridades, as vacinas começaram a chegar. Isso, graças á iniciativa do governo de São Paulo que apostou muito na vacina desenvolvida na China e que tem a parceria do Instituto Butantan, aqui no Brasil.
Ainda são poucas doses. Só dão mesmo para proteger os médicos, médicas, enfermeiros e enfermeiras, gente que está lá nas UTIs, nas enfermarias dos hospitais cuidando de milhares de pessoas que estão enfrentando a doença com risco de morte. Mesmo assim, são muitas as notícias de gente que furou a fila para conseguir a vacina. Autoridades que deveriam ser honestas pelo menos nessa hora estão colocando parentes e até amantes para serem vacinados, deixando sem vacina exatamente quem está na linha de frente da luta contra a doença.
Infelizmente são daquele tipo de gente que entra na frente de todos na fila do banco, na fila da lotérica. Gente que dirige e vira pra qualquer lado sem ligar a seta. Pessoas que ligam o som do carro nas alturas, sem se importarem com nada e com ninguém, como se estivessem sozinhos no mundo. Infelizmente ainda tem muita gente assim por aí. E pior. Tem gente que tomou a vacina e desdenhou do efeito, como é o caso de uma enfermeira capixaba que postou um vídeo dizendo que tinha sido vacinada e que para ela aquilo era que nem água. Foi demitida por falar tamanha bobagem.
Ainda vai demorar até que no mínimo 70 milhões de brasileiros sejam vacinados. Esse é o número que os cientistas dizem ser necessário para frear de vez a expansão do coronavirus. No mês de janeiro estamos pagando o preço das festas de fim de ano, quando muita gente achou que a pandemia tinha acabado e caiu na farra. A conta veio 15 dias depois. O vírus pipocou pra todo lado. Conceição da Barra tinha meia dúzia de casos lá pelo meio do ano passado. Fechou janeiro beirando os 600 casos de pessoas infectadas e 30 mortes.
Mesmo assim a cidade continua funcionando como se nada tivesse acontecendo. As praias continuam cheias, os bares também. Muita gente já nem usa máscaras, nem mesmo os funcionários públicos que deveriam ser exemplo. É comum se ver nas repartições públicas municipais servidores trabalhando sem máscaras. Então, de que adiantam os apelos, as ameaças das autoridades, se as pessoas continuam achando que isso tudo é brincadeira.
Outro dia um motorista de ambulância de Conceição da Barra estava relatando os horrores que ele presencia ao transportar pacientes com coronavírus. Segundo ele, o povo deveria ser levado a um hospital para ver de perto o sofrimento, o desespero de quem pega a doença e desenvolve sintomas graves. Mas, ele é uma voz que ninguém ouve. O período do Carnaval está chegando. Será que a diversão é melhor do que o isolamento? Pode até ser, pelo menos até o momento em que pessoa bate num hospital e de lá termina numa cova no cemitério




















































