O endividamento das famílias brasileiras diminuiu menos de um por cento no fim do ano passado. A diminuição, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, foi mínima. Era de 77 de cada 100 famílias, em novembro de 2024 e caiu para pouco mais de 76 em dezembro. Isso significa que a grande maioria das famílias brasileiras continua endividada.
A entidade que reúne o comércio de todo o Brasil diz que a redução do endividamento pode ser atribuída à maior cautela dos brasileiros diante do cenário econômico com elevação da taxa de juros e da inflação, o que dificulta o acesso e aumenta o custo do crédito. A pesquisa é feita nas contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
Ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas vencidas. As pesquisas mostram que, embora o endividamento tenha ficado mais comprometido com a renda e o prazo, a alta dos juros e o encarecimento do crédito estão causando impacto nas finanças das famílias. A recomendação é de cautela diante de uma situação econômica instável, marcada por juros altos e inflação.






















































