A polícia gaúcha calcula que o dono de uma loja de aquários preso desde janeiro no Rio Grande do Sul tenha abusado sexualmente de mais de 700 crianças ao longo de 16 anos. Oficialmente ele é investigado pela polícia por ter cometido o crime contra 158 crianças, todas entre 8 e 13 anos, ao longo dos últimos anos. Ele foi classificado como criminoso em série e é apontado como o maior predador sexual do estado.
Até o momento, 158 meninas foram identificadas como vítimas. No entanto, os investigadores não descartam que este número possa passar de 700 e já há 10 pedidos de prisão preventiva contra ele. Ele é uma figura muito conhecida na cidade de Taquara e, até o início deste ano, não tinha antecedentes. Isso o ajudou a permanecer despercebido enquanto praticava os crimes.
Com ele foram apreendidas cerca de 750 pastas com pornografia infantil em sua casa, durante uma busca. Ele foi detido em flagrante e depois teve a prisão convertida em preventiva. Ele atuava por meio de perfis falsos nas redes sociais. Segundo a polícia, ele fingia ser uma menina para criar laços de amizade digital com crianças. Depois, as convencia a enviar fotos de nudez.
Em posse das imagens, o homem passava a fazer chantagens para obter mais conteúdos do tipo, chegando a passar orientações sobre a posição do corpo e o ângulo de câmera para fotos e filmes. Ele também utilizava esses materiais para forçar encontros, sob ameaça de divulgá-los caso a vítima não quisesse ir até o local indicado.
Ainda segundo a apuração policial, o criminoso sustentava a identidade falsa na internet até que fosse estabelecida uma relação de confiança com as vítimas. Em um dos casos, ele fingiu ser uma menina e manteve conversas online com uma criança ao longo de quase cinco anos. Parte dos abusos aconteciam na casa do criminoso ou em uma loja de aquários na área central de Taquara. O estabelecimento vende peixes, corais e espécies exóticas, e costumava receber excursões escolares.
Outras vítimas eram escolhidas em aulas de música e treinos de artes marciais. O homem participava de projetos sociais com o mesmo propósito. Os abusos chegaram ao fim quando uma menina de 13 anos contou para os pais, que procuraram a polícia e as investigações começaram quando tudo foi descoberto..O advogado responsável pela defesa do homem, reconhece que os fatos divulgados pela polícia são graves, mas afirma que não teve acesso ao processo e diz que a família do suspeito tem sido alvo de ameaças.






















































