Começou hoje, dia 21, em Londres, capital da Inglaterra, o julgamento da ação sobre o caso do desastre de Mariana. O julgamento deve durar vários meses e já começou a movimentar milhares de pessoas entre familiares das vítimas, indígenas e quilombolas e representantes de mais de 2 milhões de afetados pelo rompimento da Barragem do Fundão, acontecido no dia 5 de novembro de 2015. A ação judicial envolve indenização de R$ 230 bilhões e é a maior da história.
A ação é movida contra a BHP, multinacional inglesa-australiana, acusada da morte de 19 pessoas e dos prejuízos causados a 620 mil vítimas representadas pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead, especializado em causas internacionais coletivas de grande escala ligadas a questões ambientais. Hoje o tribunal inglês começou a ouvir os dois lados do processo judicial, sendo dois dias para cada um. A partir de 18 de novembro, o tribunal começará a ouvir o testemunho dos autores da ação e de especialistas em questões técnicas e na legislação brasileira.
O julgamento vem sendo acompanhado de perto pela imprensa britânica pela gravidade do caso, dedicando especial atenção ao caso e destacando o grande impacto ambiental causado pelo rompimento da barragem do Fundão, que liberou milhões de metros cúbicos de lama tóxica, comprometendo a saúde de milhares de pessoas.A lama escorreu por 675 quilômetros, atingindo o Rio Doce e o Oceano Atlântico, até alcançar o litoral do Espírito Santo e sul da Bahia, num dos desastres mais devastadores e que ainda hoje, 9 anos depois, afeta a população atingida.






















































