Os credores do Grupo Vitória Agronegócios aprovaram o plano de recuperação judicial que reorganiza um passivo de R$ 895 milhões. A deliberação ocorreu em assembleia geral de credores no processo que tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. A proposta foi aprovada por todos os grupos de credores, o que abre caminho para a reestruturação da empresa.
O maior trunfo do acordo está no desconto negociado com os credores. Os deságios foram escalonados: as dívidas menores têm percentuais mais brandos, enquanto as maiores chegam a 85% de desconto. É um alívio expressivo sobre um passivo que beira R$ 1 bilhão.
Somado a prazos longos, com anos de carência e pagamentos que, em parte das dívidas, se diluem por até duas décadas, o plano dá ao Grupo Vitória o fôlego de caixa necessário para continuar operando enquanto quita as dívidas negociadas. E foi justamente esse equilíbrio que os credores endossaram: o plano passou com folga, aprovado por ampla maioria.
De acordo com a petição inicial da recuperação, o Grupo Vitória Agronegócios tem origem na atividade rural da família Cordeiro, tradicional na região de Paracatu desde o século XIX. Constituído formalmente em 2004, o grupo afirma, no mesmo documento, operar 11 unidades produtivas, somar mais de 25 mil hectares e empregar cerca de 200 colaboradores diretos.
Ainda segundo a inicial, a crise financeira resultou de uma combinação de fatores: perdas de safra por eventos climáticos, queda nos preços das commodities, alta no custo dos insumos, encarecimento do crédito rural e a suspensão de linhas do Plano Safra 2024/2025, em fevereiro de 2025.
Defesa
A defesa do grupo é conduzida pelo escritório Frange Advogados, responsável pela elaboração do plano de recuperação judicial.
“A aprovação do plano garante ao Grupo Vitória as condições de que precisava para se reerguer. Conseguimos renegociar o passivo em bases sustentáveis, preservando a atividade produtiva, os empregos e a capacidade da empresa de honrar seus compromissos. É o desfecho que buscávamos desde o início: dar ao grupo o fôlego necessário para voltar a crescer”, destaca Antônio Frange Júnior.
Com a aprovação em assembleia, o plano segue agora para homologação pela 1ª Vara Cível de Paracatu — o passo final para que passe a valer para todos os credores.
PORTAL DA REDE BARCOS – JORNALISMO COM CREDIBILIDADE! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA | COM INFORMAÇÕES DE FOLHA VITÓRIA




















































