Ao contrario do Estado, os municípios capixabas, em sua maioria, não pagam nem o salário mínimo aos seus professores, como mostra uma pesquisa feita em 2023, ocasião em que apenas 29 dos 78 municípios capixabas pagavam o piso salarial aos professores. Uma pesquisa na internet mostra que Conceição da Barra, está entre os que não respeitam a lei federal que determina um valor mínimo a ser pago a professores. Conforme tabela disponível na internet, em Conceição da Barra o maior salário pago a um professor, com nível superior e na tabela máxima é de pouco mais de 3 mil e 700 reais. Já para professores do nível 1 o salário fixado na tabela é de 2.548 reais.
Esse valor é mais ou menos mil reais a menos do que manda a lei que fixou o valor mínimo do salário que deve ser pago aos professores que deveria ser de R$ 4.867,77 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, ou seja, 8 horas por dia. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), a legislação acaba não sendo cumprida por muitos municípios, que encontram brechas e subterfúgios na lei
A ONG “Todos Pela Educação” considera que o Espírito Santo é o segundo estado do País cujos municípios menos pagam o piso nacional dos professores. Segundo profissionais especializados em causas de educação, boa parte dos problemas com o pagamento do piso dos professores é devido a falta de vontade política e ineficiência de gestão municipal. A própria lei diz que caso os municípios não tenham dinheiro suficiente para honrar o pagamento, cabe ao governo federal repassar o valor necessário. Na maioria dos casos em que os municípios não cumprem a lei do piso para o magistério é por falta de vontade política. O assunto já foi discutido e a lei já foi oficializada pelo Supremo Tribunal Federal e Tribunal de Contas da União. Ou seja, se a lei diz claramente que se o município não tem recursos, a União deve fazer este complemento, o que falta é organização administrativa e vontade política.
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