Enquanto a arrecadação de impostos bate recorde, quase 80 de cada 100 famílias brasileiras estão endividadas e o número também bateu recorde. De cada 10 trabalhadores, quatro estão desempregados e com dívidas. Essa situação vem crescendo desde 2015, quando o desemprego no país deu um salto e só piorou com o agravamento da crise. Isso significa que grande parte das pessoas que procuram uma vaga de trabalho sofre com o desemprego de longa duração, com impactos sociais, psicológicos e econômicos.
O número de famílias brasileiras com dívidas a vencer é o maior de todos os tempos. Uma pesquisa mostrou que em abril, quase 78 dos entrevistados tinham alguma dívida, com o cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal ou prestação de carro e de casa. Há um ano, o total de endividados atingia cerca de 67 de cada 100 famílias.
Na média, 30% da renda dos brasileiros vão para dívidas, e essa fatura, todos nós pagamos. Isso porque o consumo é a grande força motora da economia e do crescimento econômico. Se as famílias se endividam mais e não têm perspectiva de um aumento de renda no curto prazo, elas vão acabar diminuindo seus gastos. Menos consumo gera menos demanda pelos produtos, as empresas têm menos incentivo para produzir. Então, você acaba gerando um ciclo ruim para a economia. Um país que não cresce é um país que não gera riqueza, em que as pessoas não conseguem melhorar o padrão de vida.
























































