O conceito que vem ganhando espaço no mercado, o “Everything as a Service” é reflexo das mudanças que estão ocorrendo nas formas de consumo. Segundo a Pesquisa de Despesas Atuais, realizada pelo governo dos EUA e divulgada pelo The New York Times, a cada década que passa, as pessoas gastam mais com serviços e menos em produtos. O consultor empresarial Glaucio Siqueira esclarece que produtos como serviços passaram a fazer parte do nosso dia a dia, como Uber e plataformas de streaming, e representam uma alternativa vantajosa se comparada aos tradicionais modelos de serviço justamente por oferecerem assinaturas de serviços com benefícios do produto.
O termo “Everything as a Service” (XaaS) ou em português, “Tudo como serviço” a princípio, foi utilizado por empresas fornecedoras de água e energia elétrica e com a assimilação em setores como tecnologia, mídia e telecomunicações, ficou ainda mais evidente nos últimos anos. A ideia é que qualquer coisa pode ser oferecida como serviço por meio da computação em nuvem, ou seja, o uso ou acesso a produtos substitui a posse.
“A tendência de fazer uso da computação em nuvem para oferecer serviços surgiu como resultado da transformação digital que as organizações estão passando e da dificuldade e alto custo de manter e gerenciar uma estrutura física. Essa solução dispensa as empresas de gerirem sua infraestrutura em um ambiente físico e permite a migração para o digital”, explica.
A letra X na sigla indica a infinidade de modelos em que o termo pode ser aplicado. Existem alguns modelos mais conhecidos como o: Software as a service (SaaS) que faz a distribuição e a venda de softwares com toda a estrutura para as empresas; o PaaS (Platform as a service), é um serviço que hospeda ferramentas para desenvolver softwares, onde você pode criar e gerenciar aplicativos próprios; o IaaS (Infrastructure as a service) utiliza da computação em nuvem e disponibiliza para sua empresa armazenamento e processamento de dados, hospedagem de servidores e nuvem particular ou compartilhada; e o NaaS (Network as a service), que comercializa como serviço a rede para compartilhar dados entre nuvens, integrando vários sistema em uma só rede.
“Por ser mais fácil de distribuir e atualizar, muitas empresas têm adotado o modelo para criar e vender seus produtos, transformando-os em um serviço durável e mais fácil de ser lançado. Um produto vendido como as a service tem a vantagem de poder ser testado pelos usuários e contratado de acordo com as necessidades dele”, completa.
























































