Em todo o Brasil há centenas, milhares de pessoas que estão esperando para fazer uma cirurgia cardíaca. São cerca de 60 mil pacientes com doenças cardiovasculares diretamente afetados pela pandemia de covid-19 que tiveram procedimentos suspensos ou adiados porque leitos estavam ocupados com infectados pela doença.
A situação é agravada por uma crise no fornecimento de materiais essenciais para essas cirurgias. Com a alta do dólar e defasagem na Tabela do SUS, fornecedores têm dificuldade de repassar os produtos sem prejuízo e hospitais da rede pública nem sempre conseguem repor a diferença para garantir as compras, o que já resulta em desabastecimento de itens em mais da metade dos hospitais que fazem esse tipo de tratamento.
Normalmente são feitas de 95 mil a 100 mil cirurgias cardíacas por ano. No ano passado, foram feitas menos de 40 mil. Desde o ano passado começaram a faltar alguns produtos, como válvulas cardíacas, oxigenadores e cânulas para poder operar dentro do coração. São usados em cirurgias de ponte de safena, correção de defeitos congênitos de adultos e crianças, trocas de válvulas.






















































