Esquentou o debate em torno das investigações sobre os gastos de prefeituras com shows contratando artistas de renome nacional. E o novo capítulo dessa história é uma gravação com a cantora Marilia Mendonça, recentemente falecida num acidente de avião, onde ela diz que já ofereceu fazer shows grátis a prefeituras do interior do Brasil para incentivar o turismo e teve a oferta recusada. Na entrevista que veio a público recentemente a cantora fala a palavra “favorzinho”, sempre usada nos contatos com as prefeituras.
Essa polêmica ganhou destaque nacional depois que a Justiça brasileira começou a investigar e até cancelar shows de artistas famosos contratados por prefeituras. Um dos casos, envolvendo um cantor famoso, era numa cidade de mais ou menos 12 mil habitantes onde a prefeitura contratou o artista por mais de dois milhões de reais. Até a justiça reconheceu que esse dinheiro daria para melhorar a assistência á saúde no próprio município.
Em outro caso, na Bahia, o judiciário chegou a autorizar a realização de uma festa também numa cidade do interior, mas o Superior Tribunal de Justiça mandou cancelar a programação. Era muito dinheiro gasto sem trazer nenhum benefício á população do município, principalmente nas áreas da educação e da saúde. Além desses gastos representarem um desperdício de dinheiro público num momento tão difícil, as notícias sobre o aumento constante de casos de covid no país, também influencia nas decisões judiciais.
As internações aumentaram e o número de casos vem subindo. Os cientistas falam da falsa sensação de que tudo já passou. A questão, segundo médicos, por exemplo, é que essa sensação é que leva as pessoas a achar que tudo voltou ao normal. Mas o vírus ainda está circulando. A única diferença que está acontecendo é que muita gente se vacinou. E quem se vacinou, está mais protegido.
O problema é que a maior parte da vacinação aconteceu no ano passado. E as vacinas, em geral, valem por um ano. Em muitos lugares a vacinação já está na quarta dose, para os idosos, por exemplo. Tem gente que tomou a vacina uma vez e acha que está imune. Esquecem que além dessa vacina estar chegando ao fim da sua validade, agora ninguém usa máscara, as festas voltaram, inclusive incentivadas pelo próprio poder público. Governos estaduais, entidades públicas, prefeituras, e até escolas todos estão anunciando festas juninas, eventos, shows, aglomerações etc.
Somente nas últimas 24 horas, foram notificados mais três mortes e 1.743 novos casos de covid no Espírito Santo. O número dobrou em relação a um dia antes, quando foram registrados 721, menos da metade de casos positivos. O número de casos está em alta no Estado. A média de novas pessoas infectadas quase dobrou duas vezes nas últimas duas semanas. O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, disse que o Espírito Santo vive a 5ª onda da covid-19.






















































