Especialistas em saúde pública afirmam que a pandemia no Brasil pode se tornar ainda mais trágica nos próximos meses. Pelo menos é o que vem se desenhando nos números oficiais do Ministério da Saúde. As três primeiras semanas de 2021 foram as piores em números de novos casos do que no auge da chamada primeira onda, no meio do ano passado.
Desde 21 de janeiro, o número de casos ativos de covid-19 no país está em torno de 900 mil, muito acima dos 690 mil registrados na semana de 22 de julho, quando o Brasil chegou no pico de casos em 2020. O ano começou com hospitais lotados, fim do isolamento, menos restrições e falta de ação do governo. Tudo isso colaborou para essa nova onda e ainda há o perigo maior de uma terceira onda, considerada muito pior.
Havia otimismo em relação ás previsões para o verão brasileiro. Acreditava-se que o verão passaria com baixo número de casos. O vírus está desafiando as previsões. A segunda onda era esperada para abril e maio, já com a vacinação em andamento. Mas ela está acontecendo agora, com a vacinação totalmente atrasada.
O maior medo é que os meses de frio no Brasil são tradicionalmente marcados pelo aumento de doenças causadas por vírus respiratórios, como é o caso da covid-19. O futuro do Brasil é o que está acontecendo nos Estados Unidos e na Europa, onde os casos estão subindo conforme está ficando mais frio. Só mesmo a vacinação em massa da população pode frear esse perigo.




















































