Os preços dos alimentos, transporte público, frete, informática e outros serviços devem aumentar se até o fim do ano o Congresso Nacional não derrubar a decisão do presidente Lula de voltar com o imposto sobre as folhas de pagamento das empresas. A previsão é de que mais de um milhão de pessoas vão perder seus empregos, além da inflação subir e os preços também. Os deputados e senadores haviam aprovado uma lei para que continuasse não tendo imposto sobre as folhas de pagamento das empresas, mas quando foi para o presidente Lula assinar, ele decidiu pela volta do imposto, o que gerou críticas não só de instituições que representam os empregadores como também as de trabalhadores.
A Confederação Nacional do Transporte diz que haverá aumento de preços dos fretes com impactos diretos no aumento dos custos das empresas que atuam no transporte de cargas, e de passageiros. O aumento das passagens poderá chegar a 10 por cento, subindo 30 a até 50 centavos por passagem em média. 84 de cada 100 deputados e a maioria dos senadores votaram a favor de manter a folha de pagamento sem impostos e, com isso, a decisão do presidente vai contra a maioria, até mesmo dos sindicatos de trabalhadores.
Desde 2011 a folha de pagamento não tem imposto. A decisão foi adotada no governo da presidenta Dilma Rousseff, foi mantida na gestão de Michel Temer e na de Bolsonaro, que assinou um decreto mantendo a não cobrança de impostos até 2023. O prazo termina agora em dezembro e se a decisão do governo não for derrubada pelos deputados e senadores, o custo de vida vai subir e muita gente vai perder o emprego.





















































