A Primavera começou ontem e vai até 21 de dezembro. Essa estação representa um período de transição importante para o clima no Espírito Santo.
Após um inverno com ar seco, temperaturas mais baixas e poucas chuvas em grande parte do Estado, a previsão da meteorologia do Incaper é de aumento das temperaturas, maior evaporação e volta das chuvas, principalmente a partir de outubro.
O período chuvoso deve favorecer as lavouras, a partir do mês que vem. Até o final de setembro ainda podem ocorrer períodos de sol mais quente e isso pode prejudicar um pouco as plantas, principalmente hortaliças.
A partir de outubro e novembro, a tendência é de regularização, com possibilidade de chuvas acima da média no Norte e Noroeste.
No plantio do café arábico, que acontece principalmente em regiões de altitude, a irregularidade das chuvas no início da estação pode comprometer a florada e prejudicar a produtividade. Por isso o produtor deve observar atentamente o calendário de tratos culturais e investir em práticas que reduzam os impactos de períodos curtos de estiagem.
Já no conilon, predominante no Norte, o desafio está no manejo hídrico. Com temperaturas mais altas previstas, a irrigação eficiente se torna essencial para garantir boa frutificação e evitar perdas.
Outras culturas
Outras culturas estratégicas também exigem cuidados redobrados. O mamão, cultivado principalmente no Norte do Estado, pode enfrentar maior incidência de pragas com o aumento da umidade. A pimenta-do-reino, também concentrada nessa região, está mais vulnerável, demandando manejo rigoroso.
O cacau pode ter intensificação de pragas sendo necessárias podas e tratos culturais adequados. Já a banana, presente em diferentes regiões produtoras, requer monitoramento constante contra os problemas que tendem a se agravar com a volta das chuvas, a partir do mês de outubro.
Para a pecuária de corte e leite, a primavera traz condições favoráveis ao crescimento das pastagens, o que melhora a oferta de alimento para os rebanhos. No entanto, o calor acima da média previsto para os próximos meses pode gerar estresse térmico nos animais, reduzindo a produtividade de leite e comprometendo o ganho de peso. Além disso, a maior umidade favorece o aumento da incidência de parasitas.
Animais e água
Para minimizar esses impactos, o Incaper recomenda reforçar o acesso dos animais a água, disponibilizar áreas de sombra e adotar suplementação mineral. O manejo sanitário adequado também se torna indispensável para reduzir perdas no rebanho.
De acordo com o Incaper, o período exige atenção especial ao planejamento das atividades agropecuárias. O retorno das chuvas e o aumento das temperaturas favorecem o crescimento das lavouras e a recuperação das pastagens, mas também elevam os riscos de doenças, pragas e estresse térmico.
Nesse período as temperaturas máximas e médias devem variar entre 24°C e 26°C na Região Serrana e entre 28°C e 30°C nas demais regiões. As mínimas médias ficam entre 15°C e 16°C na Serrana e em torno de 19°C nas outras áreas.
Quanto ao volume acumulado de chuvas, a primavera deve ultrapassar os 400 mm no Caparaó, na Grande Vitória e no leste da Região Serrana, enquanto nas demais regiões os totais ficam entre 250 mm e 400 mm.
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