O Espírito Santo fechou o ano de 2021 com 1.060 assassinatos registrados. O número é menor que em 2020, quando ocorreram 1.103 assassinatos no estado, mas é maior que 2019, quando 984 mortes violentas ocorreram nas cidades capixabas. Os dados são do governo estadual mostram que na Região Metropolitana da Grande Vitória e na Região Serrana, o número de mortes diminuiu. Mas aumentou na região Noroeste e nas regiões Sul e Norte.
No domingo uma mulher foi morta a tiros, em Cariacica, enquanto fazia uma caminhada. Ela tinha 28 anos e estava envolvida com o tráfico de drogas, segundo moradores. Ela caminhava quando criminosos passaram de carro e atiraram contra ela. Algumas casas próximas também foram atingidas pelos disparos.
Feminicídio aumenta e Casagrande anuncia nova ferramenta de proteção
O crime de feminicídio aumentou no Espírito Santo. Foram 38 casos durante o ano, o que representa um aumento de quase 50 por cento em relação a 2020, quando foram registrados 26 crimes.
A maior parte das regiões capixabas apresentou aumento no número desses crimes, incluindo a Grande Vitória, que tem o maior número de casos. Na Região Metropolitana, o registro de feminicídio pulou de 8 para 14 assassinatos.
A região Sul também registrou aumento no número de casos – foi de 5 para 8, mas foi a região Noroeste que bateu recorde e ficou no topo da lista do feminicídio no Estado. O aumento desse tipo de crime na região foi de 300%, subindo de 2 casos, em 2020, para 8, no ano passado.
A região Serrana conseguiu reduzir em 20% o número de assassinatos de mulheres, caindo de 5 para 4 casos. E a região Norte reduziu de 6 feminicídios praticados em 2020 para 4, no ano passado. O mês mais violento para as mulheres no Estado foi junho, quando 6 foram vítimas de feminicídio. Na maior parte dos casos, o perigo estava dentro de casa. O marido foi o autor de maior número de feminicídios ocorridos no Estado em 2021. Depois vem os ex-maridos e em seguida os namorados.
A principal arma usadas nesses crimes foi a faca, e depois a arma de fogo. Os dias da semana em que mais ocorreram os crimes foram terça-feira e sábado e a faixa horária mais violenta foi entre 18h e 19h, o que corresponde, geralmente, ao horário de saída do trabalho das mulheres. Ao todo, 106 mulheres foram mortas no Estado ao longo de 2021. Os feminícios (38 casos) correspondem a 36% dos assassinatos. O números gerais também representam aumento em comparação ao ano passado, quando foram registrados 102 assassinatos.
O governador Renato Casagrande informou que está previsto para o primeiro trimestre desse ano a contratação e disponibilização de uma nova ferramenta para auxiliar no combate à violência doméstica. Trata-se do uso de um smartphone, por parte da vítima, que seria ligado a uma central policial e que avisaria quando o agressor, com tornozeleira, se aproximar da mulher.






















































