Três em cada 10 mulheres assassinadas no Brasil em 2020 morreram apenas por ser mulher. Esse número, porém, pode estar longe da realidade, já que a classificação de feminicídio na hora do registro depende pessoalmente do delegado ou da delegada que investiga. O Ceará, por exemplo, não discrimina o feminicídio nas suas estatísticas.
O Código Penal determina que a morte é um feminicídio quando envolve violência doméstica, familiar e “menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. No ano passado foram registrados oficialmente como feminicídio 1.350 mulheres assassinadas. Isso significa uma vítima a cada seis horas e meia.
Na época em que ministro da Justiça era Sergio Moro ele chegou a dizer que implantaria um sistema nacional para consolidar e divulgar esse tipo de informação, mas ele foi demitido e até hoje esse sistema não existe.






















































