As pessoas que trabalham nos serviços de meteorologia dizem que a onda de calor que estamos enfrentando pode causar muito mais prejuízos do que se pensa. E isso tem a ver com a falta de ações do governo para encarar o problema. Há pouco tempo uma onda de calor matou, só na França, mais de 30 mil pessoas. Aqui no Brasil, os meteorologistas calculam que até 2.030 as temperaturas elevadas vão matar cerca de 40 mil pessoas.
Os cientistas que atuam nesta área contam que em todas as regiões metropolitanas que eles observaram e analisaram no Brasil, nos últimos 20 anos, o resultado foi que pessoas com baixa escolaridade morrem mais por causa do calor. Isso porque são pessoas que têm grau de instrução mais baixo, não têm acesso a serviços de saúde de qualidade, não têm condições de pagar por um aparelho de ar-condicionado ou trabalham debaixo de sol.
Outra questão levantada, foi a diferença entre brancos, pretos e pardos. E o que o estudo demonstrou é que os pretos e pardos são uma parte da população que morre mais por causa dessas ondas de calor. Isso tem a ver com as desigualdades sociais e econômicas que esses grupos enfrentam. Por isso, os cientistas consideram que os governos precisam pensar em plantar mais árvores; usar materiais de construção que tenham a capacidade de absorver um pouco o calor; entre outras medidas. como a construção de telhados verdes ou a construção de prédios que favoreçam a circulação do ar; diminuir a emissão de gases com mudanças significativas na frota de veículos. Tudo isso são medidas que precisam entrar nos Planos dos governantes para diminuir os efeitos do calor. O Rio de Janeiro registrou ontem um novo recorde de sensação térmica, atingindo mais de 62 graus na manhã de domingo.






















































