Uma professora aposentada e duas filhas dela serão obrigadas a pagar uma indenização de R$ 1 milhão a uma empregada doméstica que, durante 29 anos, trabalhou na casa da família sem receber salário, dormindo no chão e sendo tratada como escrava. A decisão é do Tribunal Superior do Trabalho. A mulher trabalhou na residência desde os 7 anos de idade e não teve a oportunidade de estudar. Ela contou que foi levada de Curitiba para morar na casa da patroa, em São Paulo, com a promessa de ter um futuro promissor e um lar.
Na realidade ela foi impedida de brincar, de estudar e era obrigada a fazer faxina, lavar roupas, preparar refeições, cuidar de animais de estimação, servir de babá das filhas da patroa e, quando cresceu virou cuidadora do casal, trocando fralda geriátrica e roupas de cama e dandp remédios aos idosos. Ela dormiu em um colchão no chão no banheiro dos fundos da residência, no chão de um dormitório, quando cuidava do esposo da patroa, que tinha Alzheimer, e, por seis anos, na área de serviço, onde chovia e ventava. Somente 29 anos depois de ter sido levada pela família, ela conseguiu escapar, pois as portas da casa eram trancadas e ela só saia acompanhada.
Primeiro a família foi condenada a pagar 150 mil reais á mulher, mas o Tribunal Superior alterou a sentença e aplicou uma indenização de um milhão de reais que a família vai ter que pagar em mais de 200 parcelas, durante os próximos 20 anos. A cada ano as parcelas serão reajustadas.






















































