Quando o sistema de segurança falha, tem cidadãos que resolvem agir por conta própria. É o que está acontecendo onde a rotina de violência nas últimas semanas motivou o reaparecimento de grupos “justiceiros” no bairro,como já tinha acontecido em 2015. Têm surgido muitos grupos de WhatsApp, que se dividem em pelotões para “caçar”, como dizem, quem rouba na região.
Um desses grupos se chama União dos Crias. Nele, um dos participantes fala sobre como iria vingar o ataque sofrido por um empresário, que levou chutes e socos até desmaiar, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, ao tentar defender uma mulher que estava sendo assaltada por um grupo de adolescentes. Até as academias de lutas estão entrando nessa onda, conclamando a todos a se unirem contra a violência.
Este ano o número de atos de violência, vandalismo, assaltos, espancamentos aumentou muito no Rio de Janeiro, especialmente nos bairros mais nobres, como Copacabana. Esses atos são normalmente praticados por menores de idade e, por isso, a polícia fica sem muitas condições de agir. Por isso, o surgimento de grupos de justiceiros. No passado, no Rio, surgiram os chamados esquadrões da morte, quando grupos de policiais, empresários e pessoas comuns se uniram e executaram muitos bandidos. Até que isso saiu do controle.






















































