Uma pesquisa mostrou que 66 de cada 100 alunos brasileiros de 15 e 16 anos leram textos com no máximo 10 páginas. O estudo mostra que os baixos índices de leitura acabam influenciando no desempenho dos jovens em matemática e ciências. A pesquisa mostra, também, que até os exames nacionais de leitura usam textos curtos, ao contrário do que acontece nos exames feitos em outros países.
Por isso que o Brasil teve tanta dificuldade na avaliação internacional para alunos de 4º ano do ensino fundamental, no qual são apresentados textos de 4 ou 5 páginas e uma bateria de questões. Alunos brasileiros nessa faixa etária, mesmo os mais velhos, não estão acostumados a ler. Menos de 10 em cada 100 estudantes brasileiros de 15 e 16 anos chegaram a ler algum material com mais de 100 páginas. Muito menor que o que acontece em outros países da América Latina, como Chile, onde esse número sobe para 64, Argentina e até a Colômbia, que passa de 25. Em países reconhecidamente bem-sucedidos na educação, como a Finlândia, o número de jovens estudantes que lêem chega a 73 de cada 100.
A pergunta é: Por que os jovens estão lendo pouco? Algumas hipóteses explicam como o
baixo estímulo (seja em casa ou na escola); dificuldades de entender e má aprendizagem; número insuficiente de bibliotecas públicas, nas ruas ou nos colégios, principalmente da rede pública. E quais seriam os benefícios da leitura? Segundo estudos, o hábito de ler ajuda o aluno a ampliar o vocabulário e expandir a visão de mundo; melhorar o desempenho na escrita; conquistar fluência verbal e cultura geral; compreender informações apresentadas sob diferentes formatos; desenvolver a cidadania e conhecer os próprios direitos.






















































