Mais da metade das cidades do Espírito Santo teve mais mortes por causa do trânsito do que por homicídios. A maior diferença entre os números de homicídios e de mortes registrados em acidentes está em Afonso Cláudio, que teve 11 mortes no trânsito e nenhum homicídio, e em Viana, que registrou 20 mortes no trânsito e seis homicídios. Algumas cidades são cortadas por grandes rodovias estaduais ou federais, o que pode aumentar as probabilidades de acidentes fatais.
Especialistas em trânsito dizem que as pessoas têm pouca atenção no trânsito. Se as normas mudam, as pessoas só ficam sabendo quando são multadas. Além disso, mudanças técnicas não são divulgadas. Vários municípios não municipalizaram o trânsito. Rodovias estaduais e federais cruzam esses municípios. Como nelas há maior tráfego, há maior probabilidade de imprudência e, consequentemente, de acidentes mais graves
Um exemplo dessa situação é Conceição da Barra, compreendendo a Sede e principalmente o distrito de Braço do Rio, que é cortado por uma rodovia federal. O levantamento feito com números da Secretaria de Segurança Pública mostra que aqui foram registradas 10 mortes por acidente de trânsito, contra 7 mortes por homicídio. São Mateus apresenta números ainda maiores e mais expressivos. Lá foram 30 mortes causadas pelo trânsito e 24 mortes por homicídio.
Os números podem ser ainda maiores por causa de alguns casos que não são registrados. Isso porque as mortes no trânsito só são registradas no momento do acidente ou até o momento de encerramento da ocorrência. Não entram nessa contagem as pessoas que são socorridas, levadas a hospitais e morrem dias depois, também por consequência dos acidentes.






















































