Tem pessoas, homens ou mulheres, que escolhem o pior caminho quando se trata de algum caso de traição conjugal. Isso sempre leva à prisão, processos caros e muita dor de cabeça.
É o caso de uma mulher presa por esfaquear o marido, de 29 anos, nesta segunda-feira, em Cariacica. Ao ser presa, ela disse à polícia que encontrou o companheiro com “conversa desagradável de traição nas redes sociais”.
Após ser atingido, o homem conseguiu pegar a faca e correu pela rua pedindo ajuda. Ele foi levado para o Pronto Atendimento com cortes profundos no peito e na mão.
Ele negou que estivesse trocando mensagens com outra mulher e estava apenas navegando em redes sociais. A mulher, no entanto, repetia sempre que não estava arrependida e que faria tudo de novo.
69 de cada 100 pessoas vítimas de violência sexual são crianças e adolescentes no Espírito Santo nos últimos seis anos são femininas, segundo levantamento da Polícia Científica realizado com base nos atendimentos do chamado Espaço Lilás, que concentra sua atuação, sobretudo, nos casos de violência sexual e doméstica, por meio de exames periciais e acolhimento humanizado.
O estudo foi feito com base nos 6.530 exames de Sexologia Forense realizados no Espaço Lilás entre 2019 e 2024. A maior parte das vítimas atendidas, num total de 5.351, foram do sexo feminino.
Dentro deste grupo, 4.252 eram meninas menores de idade. A pesquisa destacou que os principais tipos de violência de gênero registrados no Brasil são a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
A média anual de atendimentos é de aproximadamente 1.100 exames por ano. No entanto, a médica chefe do setor informou que a maioria dos casos de violência familiar e sexual não é registrada.
Isso pode chegar a 61 de cada 100 casos, segundo levantamento feito pelo Senado Federal. Medo, vergonha, desconfiança nas autoridades, falta de conhecimento e dependência econômica estão entre as causas que obrigam as pessoas a não denunciarem.
Acolhimento sigiloso
A equipe do Espaço Lilás é composta por médicos, psicólogas e assistentes sociais, predominantemente do sexo feminino. O atendimento busca garantir o acolhimento sigiloso, qualificado e estruturado para reduzir a reincidência de casos.
Além da realização de exames periciais necessários às investigações e ao judiciário, o atendimento inclui encaminhamentos à rede de proteção.
O objetivo da iniciativa é fortalecer a dignidade das vítimas e contribuir para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
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