A Polícia Civil continua investigando as diversas associações criadas especialmente no último ano na região de Itaúnas, as quais estão vendendo lotes na região para pessoas de diversos municípios do Espírito Santo e até de outros estados do Brasil. Muitas pessoas que compraram terras irregulares estão sendo intimadas pela justiça.
Parte das terras pertence á Suzano e algumas são reconhecidas como território tradicional quilombola, apesar de ainda não ter havido a titulação das áreas. Em função dessa situação em 2020 aumentou muito a ocupação por pessoas de fora, ameaçando as comunidades tradicionais.
Divergências facilitam ocupações
Há controvérsias em relação ás terras ocupadas e é disso que os grileiros se aproveitam. É que as comunidades quilombolas também ocuparam áreas que são reivindicada pela Suzano. Eles querem manter essas áreas e ao mesmo tempo pressionar o governo para fazer a titulação das suas áreas tradicionais, já reconhecidas.
O movimento quilombola tenta manter essas áreas ou garantir que após a reintegração elas serão mantidas para manejos das comunidades e não usadas para o plantio de eucalipto pela Suzano, o que dependeria de um acordo com a multinacional. Outro entrave é que a Suzano só aceita um cadastro feito em 2005, mas as comunidades alegam que algumas famílias que não estavam no local agora voltaram e querem seus espaços.
Local tem 18 associações e 1.200 pessoas
Já são seis comunidades quilombolas que estão tendo seus territórios tradicionais ocupados por posseiros. As ocupações por quem não é quilombola é mais uma preocupação das comunidades. Por isso colocaram placas demarcando seu território. Práticas como queimadas frequentes e venda de lotes individuais de propriedade são questionadas pelas comunidades tradicionais.
As ocupações irregulares tentam parecer legais com a criação de associações para venda e registro das terras, alegando serem devolutas. Essas pretensas associações têm trazido pessoas da região Norte, da Grande Vitória e até de outros estados como Minas Gerais e Bahia, com a promessa de terem a posse das terras, pagando para se associar e também para registrar a posse, num esquema que, segundo denúncias, também envolveria cartórios.
Já foram identificadas cerca de 18 associações atuando no esquema. Segundo lideranças quilombolas já chega a 1.200 o número o de famílias atualmente ocupando áreas tradicionais na região de quilombos entre Conceição da Barra e São Mateus. A ocupação foi intensificada com o asfaltamento da estrada para Itaúnas.
























































