Uma das mais frequentes reclamações das pessoas sobre os serviços públicos de saúde é a longa espera por uma consulta médica especializada pelo SUS, principalmente na rede municipal. Em algumas especialidades, como psiquiatria, neurologia, cardiologia e pediatria, ás vezes a espera leva mais de um ano. Essa demora começou a ser enfrentada pelos serviços médicos do Espírito Santo através da telemedicina, modelo que tem ganhado espaço na rede pública como alternativa para agilizar o atendimento.
Hoje, as teleconsultas estão presentes em cerca de 70 dos 78 municípios capixabas e já atingem 18 especialidades médicas. As salas de teleconsultas são instaladas dentro das unidades básicas de saúde, com computador, câmera, impressora e suporte técnico. A consulta é feita por videoconferência com o médico, que pode estar em qualquer parte do país ou até mesmo do mundo desde que fale português.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a meta é levar atendimento a quem mais precisa, especialmente em regiões onde faltam médicos especializados. Atualmente são realizadas entre 5 mil e 6 mil teleconsultas por mês na Grande Vitória, mas a capacidade do sistema permite dobrar esse número. O maior problema das consultas, por telemedicina ou na presença do médico, são as faltas. Cerca de 30 de cada 100 pacientes agendados simplesmente não comparecem às consultas. A ausência compromete o planejamento, reduz a eficiência do serviço e gera desperdício de recursos públicos, já que as estruturas e os profissionais são pagos mesmo quando a vaga não é ocupada.
Para manter a expansão do serviço, é preciso reduzir as faltas. Senão, as empresas e os médicos deixam de prestar o serviço. O paciente precisa entender que, se não puder comparecer, deve avisar com antecedência. Isso permite que outra pessoa seja atendida.
De acordo com o governo estadual, atualmente são realizadas mais de 400 cirurgias por dia, com mutirões aos sábados e horários estendidos durante a semana, por meio do programa OperaES. A previsão é realizar 135 mil cirurgias, ações importantes para desafogar a fila e o tempo de espera por consultas ou procedimentos. Para 2025, estão previstas 1 milhão e 250 mil consultas e 670 mil exames especializados e uma parte deles com apoio da telemedicina. Aqui na Região Norte, já foram feitas 37.200 teleconsultas, com média de 1.239 por mês. São oferecidas consultas em 10 especialidades, incluindo nefrologia, psiquiatria e dermatologia pediátrica.
























































