Muitos motoristas pensam que existem formas milagrosas de economizar combustível. Mas, o que há de certo mesmo, é que a forma de dirigir é que vai dizer se o carro gasta muito combustível ou se ajuda a economizar. A verdade é simples: economizar está em dirigir com prudência, antecipar freagens e acelerar devagar, mantendo as marchas mais altas, como a quarta ou a quinta marcha para controlar o consumo.
Entre os mitos sobre economia de combustível um diz que gasolina aditivada rende mais
O que não é verdade. A gasolina aditivada contém substâncias que auxiliam na manutenção da limpeza do sistema de injeção eletrônica do veículo. É preciso saber que um motor sujo pode fazer o veículo gastar mais. A limpeza do motor por meio do uso de gasolina aditivada pode melhorar seu desempenho, criando a impressão de maior economia de combustível e autonomia.
Outra bobagem é dizer que calibrar pneu ajuda a economizar. É verdade que manter a calibragem correta nos pneus ajuda a evitar rodar com uma pressão muito baixa, o que, por sua vez, aumenta o atrito entre o pneu e a estrada. Isso provoca maior consumo. No entanto, é essencial não exagerar na pressão, pois um pneu excessivamente cheio pode comprometer a estabilidade do veículo, pondo em risco a segurança.
Outro mito sobre economizar combustível é deixar o carro em ponto morto. Além de ser uma prática perigosa, o ato de colocar o carro em ponto morto durante uma descida não ajuda na redução do consumo de combustível. Quando o veículo está engrenado, o sistema interpreta que está descendo uma ladeira e, portanto, não necessita de grande esforço, e ele automaticamente desativa a injeção de combustível no motor. Por outro lado, quando se põe o carro em ponto morto durante uma descida, essa injeção não é cortada. Ao manter o carro engrenado, o mais indicado é utilizar o freio motor, preferencialmente em marchas mais altas, para controlar melhor o veículo.
Outro mito é dizer que o óleo “grosso” economiza combustível e protege o motor. Além de antigo, é prejudicial ao veículo. O tipo de lubrificante utilizado deve ser o recomendado pelo fabricante, e atualmente a maioria dos veículos prefere o uso de óleo sintético ou semi-sintético. Quando alguém recomenda a utilização de óleo mais viscoso ela está relacionando à ideia de que esse óleo oferece melhor proteção e reduz o atrito no motor, o que, na realidade, é um equívoco. Na verdade, um óleo menos viscoso permite que o motor opere com menos restrições, proporcionando melhora no consumo de combustível.
Finalmente, dizer que manter o tanque com combustível ajuda a economizar, é outro mito, embora andar com o veículo sempre na reserva pode prejudicar o tanque de combustível, já que isso aumenta a carga de trabalho da bomba. Também não é aconselhável encher completamente o tanque do veículo até a capacidade máxima, pois isso pode danificar o filtro projetado para receber apenas os vapores do combustível.
Ao abastecer, é recomendável orientar o frentista a parar quando a bomba emitir o clique, mostrando que o tanque está cheio. Independentemente da quantidade de combustível, o consumo é determinado por uma direção cuidadosa, a escolha de um produto de qualidade e a manutenção adequada do veículo.






















































