O Brasil vem apresentando nos últimos anos uma grande diminuição no número de pessoas vacinadas, principalmente crianças e adolescentes. E isso em relação a todas as vacinas, inclusive a vacina contra paralisia infantil. Este ano essa situação virou uma preocupação depois que a Organização Mundial de Saúde colocou o Brasil na lista dos países com maior risco para a volta da poliomielite. De acordo com a Fundação Osvaldo Cruz a única vacina que está com cobertura ideal é o BCG, contra a tuberculose.
De acordo com dados do SUS até o dia 20 de dezembro de 2022, apenas 60 de cada 100 brasileiros haviam completado a vacinação oferecida pelo SUS. Em 2019, foi a mesma coisa. Cientistas dizem que o necessário é que acima de 85 de cada 100 pessoas sejam vacinadas para evitar que as doenças circulem. Chegou-se a pensar que a baixa vacinação foi causada pela pandemia e pelo isolamento social.
Mas,desde março deste ano as regras de isolamento foram relaxadas e a vacinação continua baixa, sendo praticamente igual a de 2019. O SUS oferece vacinas contra 20 doenças, em 38 mil salas de vacinação espalhadas pelo país. Mesmo assim, milhões de pessoas não foram se vacinar, muitos devido a desinformação, que levou ao questionamento sobre a importância e a segurança das vacinas. A falta de campanhas promovidas pelos gestores da saúde também influencia.
As razões que fazem alguém não se vacinar numa grande cidade não são as mesmas que alguém da população do Amazonas ou do interior do Piauí, por exemplo. Os motivos são diferentes e vão desde questões de acesso, dificuldade de horário de funcionamento, os custos de transporte, falta de vacinas, ou fake news dizendo que as vacinas fazem mal. O Brasil foi considerado modelo de vacinação no mundo por mais de 10 anos. Agora já não é mais e os médicos acreditam que é possível voltar a essa condição.
Entre as ações apontadas para reverter essa situação já em 2023 estão a realização de campanhas de conscientização e comunicação por parte das autoridades de saúde, investimento em capacitação, distribuição e pessoal para trabalhar em horários fora do expediente, para atender pessoas que estão no trabalho e a criação de mutirões de vacinação. Todo o esforço vale a pena sob o ponto de vista humano e financeiro. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, as vacinas evitam quatro mortes por minuto no mundo e geram uma economia equivalente a R$ 250 milhões por dia.






















































