O adolescente de 14 anos que matou uma aluna cadeirante a tiros e golpes de faca em uma escola de Barreiras, na Bahia, usou a arma do pai, um policial militar de Brasília que havia se mudado neste ano para a cidade baiana. O revólver teria sido encontrado pelo jovem debaixo do colchão, onde o pai costumava guardá-lo.
A polícia já descobriu que o atirador entrou pelo portão principal como os demais alunos, embora estivesse sem uniforme – o jovem trajava roupas pretas e capuz. Ele havia avisado sobre o ataque quatro horas antes por meio de uma publicação feita em seu perfil no Twitter. Ele já chegou no colégio com a arma na mão, segundo informou um vigilante que estava no portão e também foi alvo de disparos.
No momento do ataque, pelo menos 40 alunos que estudam no período matutino estavam na quadra de esportes. Ele atirou contra o grupo, mas a arma falhou duas vezes, possibilitando que os adolescentes corressem e buscassem abrigo nos fundos da quadra ou na rua. A cadeirante Geane da Silva Brito, de 19 anos, estava no pátio e foi baleada e atingida com golpes de faca. Ela não tinha como fugir do ataque.
O adolescente foi descrito pelos familiares como sendo um garoto tranquilo. Sem amigos, ele lamentava o fato de ter se mudado para Bahia e deixou isso claro ao postar em suas redes sociais discursos de ódio contra a cidade de Barreiras e a região Nordeste do Brasil.






















































