O secretário da Saúde do Espírito Santo, Tyago Hoffmann, confirmou na manhã desta terça-feira (4/10), que oito novos casos de histoplasmose foram confirmados pela Fiocruz nas análises de sangue dos pacientes acompanhados após o surto de infecção respiratória no Hospital Santa Rita, em Vitória.
A confirmação dos novos casos reforça a suspeita de que o surto tenha sido causado pelo fungo histoplasma, muito encontrado em fezes de aves e de morcegos.
Na tarde de segunda-feira (3), em coletiva de imprensa, o secretário já havia informado que uma amostra de sangue de pacientes já havia dado positivo para infecção pelo fungo. Com os oito casos confirmados na noite de segunda, o total de pacientes com diagnóstico de histoplasmose chegou a 9.
Esses oito laudos que recebemos da Fiocruz ontem à noite confirmam a presença da doença histoplasmose nas amostras sanguíneas das pessoas que foram testadas. Ou seja, a nossa investigação caminha para uma conclusão de que o surto do Hospital Santa Rita está sendo causado por um fungo chamado Histoplasma.
Segundo o secretário, o fungo é comum em fezes de aves e pode estar presente em áreas onde há acúmulo desses resíduos. A contaminação ocorre por meio da inalação de esporos suspensos no ar, especialmente em locais fechados.
Atualmente, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda (3), 96 casos seguem sob investigação, sendo 79 entre funcionários, 5 em pacientes e 12 em acompanhantes. Seis pessoas permanecem internadas, duas delas em UTI, mas apresentando evolução positiva.
Desinfecção e vistoria
O secretário informou ainda que as alas afetadas pelo surto, incluindo um centro cirúrgico com sete salas, seguem interditadas para processo de desinfecção completa. A Vigilância Sanitária realiza vistorias para garantir que o espaço possa ser reaberto com segurança.
Ontem (segunda-feira) estive no hospital e usei máscara nas áreas isoladas, que estão passando por uma completa desinfecção. Assim que tudo for validado pela vigilância, essas áreas serão reabertas.
Apesar do surto, o Hospital Santa Rita continua funcionando normalmente, exceto nas áreas em análise. A Secretaria reforçou que a unidade é segura e que não há risco para a população em geral, já que não foi registrada transmissão entre pessoas.
Entenda o caso
O surto começou no fim de setembro, em uma ala de internação do hospital, e levou à abertura de uma investigação conjunta entre a Sesa, o Hospital Santa Rita, o Lacen e a Fiocruz. A suspeita inicial era de que o agente causador fosse uma bactéria (Burkholderia), mas a hipótese perdeu força após os novos resultados laboratoriais.
A causa mais provável, agora confirmada pelos laudos, é o fungo Histoplasma capsulatum, o mesmo que provoca a histoplasmose, uma infecção respiratória que pode causar sintomas semelhantes aos de uma pneumonia.
Hoffmann adiantou que novos resultados serão divulgados até sexta-feira (7), quando a Sesa deve encerrar oficialmente a investigação durante uma coletiva de imprensa.
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