O desmatamento fez com que o Espírito Santo perdesse uma área do tamanho de 15 campos de futebol, todos os meses, o que equivale a meio campo de futebol de vegetação nativa por dia e mesmo assim, o desmatamento diminuiu graças a muitas ações governamentais e particulares.
No ano passado, foram 137 hectares desmatados, contra 363 hectares destruídos em 2023. Os números divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica mostram uma tendência de redução que vem acontecendo nos últimos anos.
Essa redução se deve á ampliação do trabalho de monitoramento das florestas e também de incentivo, inclusive financeiro, ao reflorestamento por parte dos produtores rurais.
O Programa Reflorestar, do Governo do Estado, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), tem incentivado a restauração da Mata Atlântica por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais e apoio técnico. Em três anos, o programa já atendeu mais de 5.400 produtores que replantaram mais de 2 milhões de mudas nativas.
Apesar da melhora, o desmatamento ainda preocupa pesquisadores e autoridades. A Mata Atlântica, única presente no território capixaba, continua sob forte pressão, principalmente em áreas rurais, onde o avanço de pastagens e cultivos substitui trechos de floresta nativa.
Ciclo da água
Os impactos alteram o ciclo da água, aumentam o risco de erosão e afetam diretamente o clima local.
No cenário nacional, os dados também revelam uma redução modesta. Segundo o Atlas da Mata Atlântica, elaborado pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a área total desmatada caiu, passando de pouco mais de 82 mil para 71 mil hectares. Os dados mostram que a nível nacional a destruição continua significativa.
De acordo com o Atlas, o Espírito Santo possuía quase 5 milhões de hectares de área de Mata Atlântica, dos quais somente 481 mil hectares permanecem de pé atualmente. Isso significa que cerca de 90% da mata original foi desmatada desde o descobrimento.
Entre 2023 e 2024, o desmatamento diminuiu em terras capixabas. As entidades ambientais dizem que o Espírito Santo se destaca pela fiscalização e pela adoção de programas de incentivo à restauração florestal.
Políticas de incentivo, remunerar o produtor que protege e planta sua floresta, são fundamentais para dar escala à recuperação da Mata Atlântica. Essa experiência exitosa do Espírito Santo pode ser replicada em outros estados.
O combate ao desmatamento ilegal ganhou reforço com a criação, em 2024, do Programa Estadual de Monitoramento e Combate ao Desmatamento Ilegal.A medida estabeleceu a Central de Monitoramento de Florestas (CMF), estrutura do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) que utiliza imagens de satélite de alta resolução para detectar e quantificar mudanças na cobertura vegetal.
Alertas fiscalizados
De acordo com o Idaf, a Central completa um ano de funcionamento com 170 alertas fiscalizados em campo, resultando em 160 hectares de área embargada para recuperação e multas superiores a R$ 2 milhões. As áreas autuadas passam a ser monitoradas para garantir a regeneração natural e evitar reincidências.
O sistema cruza dados com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a Polícia Militar Ambiental e a Defesa Civil, agilizando a fiscalização.
O Programa Reflorestar, que foi iniciado em 2011, já viabilizou a recuperação de 12 mil hectares de florestas e a preservação de outros 13 mil hectares entre 2023 e agosto de 2025. Ao todo, já foram plantadas mais de 9 milhões de árvores desde sua criação.
Desde 2011, o programa já atendeu mais de 5,4 mil produtores e investiu R$ 100 milhões em ações de reflorestamento e conservação.
O avanço das políticas ambientais colocou o Espírito Santo em posição de destaque no cenário nacional. O Estado lidera a lista nacional de recuperação de áreas degradadas e ocupa o 4º lugar em sustentabilidade ambiental.
O governo capixaba também foi reconhecido com o 1º lugar em transparência no combate ao desmatamento, resultado da integração entre órgãos e da disponibilização pública dos dados de monitoramento.
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