O delegado José Darcy Arruda pediu exoneração do cargo de chefe da Polícia Civil, em meio à crise enfrentado pela corporação no Espírito Santo. Ele estava há mais de sete anos à frente da PC. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3/04) pelo governador Ricardo Ferraço, por meio de comunicado oficial.
Segundo o governador, o afastamento ocorre por razões de saúde e pela aposentadoria do delegado. Arruda comandava a corporação desde 2018.
Em nota, o Ricardo Ferraço agradeceu o trabalho realizado pelo delegado durante o período em que esteve na Chefia da Polícia Civil, destacando “o compromisso com a segurança pública e os avanços institucionais alcançados ao longo da gestão”.
“A partir de agora, iniciaremos a avaliação de nomes e perfis para a condução da instituição, com responsabilidade e foco na continuidade do trabalho que vem sendo desenvolvido”, afirmou o governador.
Até o momento, não foi anunciado quem assumirá o comando da Polícia Civil do Espírito Santo.
Darcy Arruda
Após oficializar o pedido de exoneração do cargo de chefe da Polícia Civil, o delegado José Darcy Arruda publicou um posicionamento nas redes sociais para comentar a decisão. No texto, afirmou que o desligamento marca o encerramento de um ciclo após mais de sete anos à frente da corporação.
Arruda informou ainda que a saída do cargo ocorre por razões de saúde e pela proximidade da aposentadoria. Segundo ele, a decisão também foi tomada devido à necessidade de se dedicar ao tratamento médico, após um novo diagnóstico de câncer, que exigirá a realização de um procedimento cirúrgico nos próximos dias.
Polêmicas
O delegado Darcy Arruda tem estado no centro de polêmicas que envolvem a Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Um dos casos faz referência ao delegado Romualdo Gianordoli, que era chefe da Inteligência da Polícia Civil e foi estranhamente exonerado após comandar a Operação Baest, que revelou o envolvimento de um empresário com relações com o Governo do Estado e membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Mais recentemente, Arruda teve de dar explicações sobre o delegado Alberto Roque Peres, responsável pela queda dos policiais civis envolvidos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Alberto deu declarações para o Fantástico, da TV Globo, sobre o esquema dos policiais com drogas, e teve sua identidade mantida preservada.
Arruda, porém, numa entrevista, citou o nome do delegado, além de mandar a Corregedoria a abrir procedimento sobre as revelações de Alberto Roque Peres de que ouviu de um traficante que “o maior traficante de drogas do Espírito Santo está na Polícia Civil”.
Nesta semana, Alberto Peres, que foi testemunha no inquérito da Polícia Federal aberto a partir da Operação Turquia, denunciou Darcy Arruda à Polícia Federal por coação de testemunha. Após a conclusão do inquérito, a Justiça quebrou o sigilo do Processo 5004834-41.2025.8.08.0048, da 4ª Vara Criminal da Serra, permitindo à Polícia Civil acesso aos autos para suas investigações internas.
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