O Procon do Espírito Santo entrou na luta contra o abuso em apostas on-line, que vem acontecendo de forma irregular e causando consequências à saúde mental e financeira da população. O órgão de defesa do consumidor diz que é sua obrigação orientar corretamente os consumidores sobre os riscos dessa prática.
Os jogos de apostas são feitos para manter envolvidas pelo máximo de tempo possível, causando vício e prejuízos financeiros. Mecanismos como cores vibrantes, sons e sensação de quase vitória prendem os consumidores no ciclo de querer apostar mais para recuperar o dinheiro perdido. Mas não se engane: o que parece divertido tem causado endividamentos e transtornos psicológicos, como a ansiedade, compulsão e abstinência.
Além desses recursos, muitos anúncios e vídeos publicitários de influenciadores e personalidades públicas passam a sensação de que, por meio das plataformas, é possível obter lucro fácil e rápido. Na prática, o retorno financeiro não é uma garantia, mas o uso descontrolado do dinheiro, muitas vezes destinado às necessidades básicas, já é uma realidade preocupante.
O Procon-ES alerta os consumidores sobre os riscos das propagandas enganosas veiculadas por casas de apostas, que impactam principalmente a população em situação de maior vulnerabilidade econômica. Apostar é uma atividade de risco e não deve ser encarada como uma solução financeira.
O Procon alerta que em caso de empresas legalizadas, com CNPJ legalizado e selo de autorização visível em suas plataformas, é dever da casa de apostas oferecer suporte adequado e atendimento eficaz ao consumidor, especialmente em situações envolvendo problemas com saldo, depósitos ou saques. Esses sites também devem apresentar regras claras, garantir a proteção dos dados pessoais e assegurar a devida reparação em caso de falhas ou prejuízos ao consumidor.
Além disso, é fundamental que o consumidor leia atentamente os termos e condições antes de aceitar qualquer bônus oferecido pela plataforma, proteja seus dados pessoais e exija atendimento sempre que identificar alguma irregularidade. As reclamações podem ser feitas por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor da própria empresa ou nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
























































