Em entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira (12), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário em Vigilância de Saúde, Luiz Carlos Reblin, atualizam informações sobre o enfrentamento à covid-19 no Espírito Santo.
O secretário começou realizando uma avaliação da pandemia no Espírito Santo. ele disse que o estado vive uma nova fase de aceleração da curva de casos, internações e óbitos. Ele afirmou que vivemos uma semana epidemiológica com aumento significativo de óbitos. Segundo ele, “o governo do estado não hesitará medidas proporcionais capazes de responder ao aumento de casos no estado”.
Nésio Fernandes afirma que o governo do estado desenvolveu um conjunto grande de debates correspondentes a adotar medidas necessárias para o enfrentamento do momento atual. Na nova matriz de risco, que será divulgada na tarde desta sexta-feira (12), diversos municípios irão alcançar o risco alto e praticamente não teremos risco baixo no Espírito Santo.
No sábado (13), a Secretaria de Estado da Saúde vai publicar uma portaria de recomendação para que todas as cirurgias eletivas não essenciais sejam suspensas na rede privada do Espírito Santo. “A rede precisa garantir o acesso a todos os segurados do plano de Saúde e poder ofertar leitos à rede pública de Saúde. As cirurgias no Estado já foram suspensas e algumas foram mantidas, mas vamos suspender agora também”.
Nésio voltou a reforçar os cuidados que devem ser tomados pela população para evitar o contágio. Ele ainda destacou que muitas pessoas estão buscando testes diretamente nas farmácias e até se automedicando quando há sintomas suspeitos da covid-19 com medicamentos que não produzem efeitos positivos no tratamento.
Reblin destacou que a curva de crescimento acompanha o que, historicamente, ocorre neste período, quando há um aumento nos casos de doenças respiratórias no Espírito Santo. Agora, serão incluso os casos de covid-19. “Não podemos naturalizar a doença, bater no peito e dizer ‘a mim, ela não causa nenhum dano’. Pode não causar a você, mas pode ser com alguém próximo. Precisamos ter medo da doença”, afirmou.
Nésio Fernandes: “Nesta semana alcançamos a taxa de ocupação de leitos hospitalares maior do que aquela observada em 5 de julho do ano passado. Essa ocupação não representa um aumento crítico equivalente ao que vivemos naquele momento, quando tínhamos um tempo médio de permanência na UTI de 8 a 9 dias. Neste momento, os pacientes com a mesma característica clínica estão durando, em média, 12 dias de internação nas UTIs. Esse eumento faça que a mesma quantidade de leitos seja utilizada por menos pacientes ao longo do mês. Por isso, este aumento não corresponde ao mesmo momento crítico que tivemos ao longo da primeira expansão da doença”.
“Diante de um cenário de não adesão e não coesão social, podemos viver uma situação no Espírito Santo de que não existam leitos para todos”, afirma o secretário, que afirmou que não há risco de desabastecimento de insumos para tratamento no estado.
Nésio Fernandes explicou que na projeção realizada da expansão para 900 leitos de UTI para abril, ainda não é considerada a quantidade de leitos comprados da rede privada. “Ainda podemos comprar leitos privados numa proporção que foi comprada na primeira expansão da doença em nosso estado”.
Sobre as novas variantes, Fernandes explicou que não há novas comunicações por parte da Fiocruz, mas reforça o que já foi dito em outras ocasiões: “não temos uma nova doença. Temos variações do mesmo vírus que tem suas formas de transmissão conhecidas e medidas de tratamento já identificadas”
Segundo o secretário, o perfil dos pacientes internados no Espírito Santo mantém o perfil do ano passado. “Há um predomínio no estado de pacientes com mais de 60 anos e com comorbidades. Há tendência que ao longo do mês de abril, isso mude, com relação a vacinação, como já foi observado em outros lugares do Brasil”, disse.
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