O secretário Estadual de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, disse que não só o Espírito Santo, mas todo o Brasil vive um momento difícil com casos do vírus causador da doença conhecida como varíola dos macacos. O secretário disse que os números de pessoas infectadas podem ser muito maiores do que se divulga. Ele criticou o Ministério da Saúde que não levou a sério o perigo da doença, a falta de testes para diagnosticar a doença e até a falta de percepção do risco, tanto pelas autoridades, quanto por médicos de todo o país.
Com o objetivo de melhorar esse cenário, Nésio Fernandes disse que profissionais de saúde do setor privado e do setor público passarão por cursos de formação e atualização à respeito da doença. Atualmente, todas as amostras de casos suspeitos tanto da rede privada como da rede pública, são enviadas ao Laboratório Central e depois a laboratórios de referência do Ministério da Saúde. A expectativa, de acordo com o secretário Nésio Fernandes, é que os testes sejam feitos em solo capixaba ainda no mês de agosto.
Ele fez um alerta dizendo que é preciso que a população compreenda que a varíola dos macacos, assim como a Covid-19 não escolhe vítima e todos aqueles que se submeterem ao contato direto a pessoas com lesões podem se infectar. A doença já é um problema de saúde pública. Não se trata de uma doença leve. Quem já viveu a infecção pelo vírus, sabe que as dores e as lesões são fortes.
O secretário disse que já se sabe que no momento em que o vírus começar a afetar população mais vulnerável, situações com consequências de cicatriz, dores, sofrimento, internações e óbitos podem aumentar muito. Por isso, ele fez um alerta para que pessoas que apresentarem as feridas da doença procurem atendimento médico imediatamente.
























































