Imaginem aquele tipo de história que daria um filme. Foi o que aconteceu em São Paulo. Há cerca de dois anos uma mulher foi morta num bairro de São Paulo, durante uma briga entre dois imigrantes do Haiti, que viviam no Brasil. Os dois homens estavam brigando quando um pegou uma faca para atingir o outro e a esposa do primeiro entrou na frente, foi ferida e morta.
Na época o marido da mulher não falava português e acabou sendo preso durante quase dois anos por causa da tradução feita pelo próprio indivíduo que deu as facadas, o qual sabia falar português e outro não. O preso injustamente só foi solto depois que um jovem estudante de línguas da Universidade de São Paulo traduziu exatamente o que o homem havia dito na língua dele e isso fez com que a justiça inocentasse o haitiano.
O homem ficou preso injustamente por 16 meses como sendo o assassino da esposa. Sem saber falar português, ele não conseguia contar o que tinha acontecido história. O caso só foi solucionado após o tradutor, que trabalha como auxiliar da Justiça em São Paulo, ser chamado para entender o que o homem tinha falado na língua dele.
Na tradução verdadeira a polícia, os advogados e até o promotor finalmente descobriram que o homem tinha contado uma história bastante diferente do que a da testemunha da briga, a única pessoa que tinha sido ouvida pela polícia, justamente o outro haitiano. No final a polícia descobriu que quem foi o real autor do crime tinha sido a testemunha e não o que foi preso . O próprio promotor pediu a absolvição do réu.
























































