A Polícia Federal prendeu, na terça-feira (19/05), o dono da empresa contratada pelo prefeito de Conceição da Barra, Erivan Tavares, cujo maquinário foi utilizado para a operação de destruição da Crimaq – Cristal Máquinas e Equipamentos Ltda, na Cobraice, Distrito de Braço do Rio, em 29 de outubro de 2025.
O empresário Paulo Cézar Thompson Júnior, conhecido como Juninho Thompson, proprietário da Thompson e Duarte Engenharia Ltda, foi alvo de operação da Polícia Federal no município de Iconha, no Sul do Espírito Santo.
A ação cumpriu também mandados de busca e apreensão na sede da empresa. A investigação estaria relacionada a um suposto esquema envolvendo adesões a atas de registro de preços utilizadas em contratos públicos municipais, nos moldes do que ocorreu em Conceição da Barra.
As investigações da PF apontam que a Thompson Engenharia tem participação em obras executadas por diversas prefeituras capixabas, com contratos firmados majoritariamente por meio da adesão a atas de registro de preços — modalidade que vem sendo alvo de questionamentos no setor da construção civil quanto à competitividade dos processos.
Em 29 de outubro de 2025, máquinas pesadas da Thompson e Duarte Engenharia foram usadas pelo prefeito de Conceição da Barra, Erivan Tavares, na mobilização ordenada para cumprir decreto assinado por ele que anulou a lei municipal de permissão do uso de terreno pela empresa Crimaq, na Cobraice, Distrito de Braço do Rio.
Na ocasião, Erivan determinou que o procurador-geral do Município, Thiago Magela, e o secretário municipal de Infraesturura e Obras, Marcos Aurélio Dias, invadissem as instalações da empresa pertencente a Toninho de Deus, desligando energia e água, e retirando abruptamente os equipamentos da fábrica de blocos da Crimaq.
Além de servidores da Prefeitura de Conceição da Barra e de empresas terceirizadas, Erivan, Magela e Marcos Aurélio usaram uma pá carregadeira, uma escavadeira hidráulica, uma retroescavadeira e um caminhão truck caçamba da Thompson e Duarte Engenharia.
CONTRATO COM A PMCB
O contrato dessa empresa com a Prefeitura de Conceição da Barra, no valor de quase R$ 6 milhões, foi assinado na gestão de Erivan Tavares, na modalidade de pregão para registro de preços, tendo como órgão gerenciador a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Obras, Transportes e Serviços Urbanos, sob a responsabilidade do secretário Marcos Aurélio Dias, o mesmo que participou da destruição da fábrica de blocos da Crimaq.
A fatídica operação ordenada pelo prefeito Erivan Tavares causou revolta no Distrito de Braço do Rio, porque deixou 12 trabalhadores diretos desempregados e cessou a geração de renda no Município. A truculência foi cessada apenas no final da tarde do dia 29 de outubro de 2025, quando a Crimaq obteve uma liminar em ação que tramitava no Juízo da Comarca de Conceição da Barra desde junho daquele ano. Na decisão favorável ao empresário Toninho de Deus, o magistrado Akel Andrade Lima concordou com os argumentos de que o prefeito Erivan Tavares cometeu um “ato arbitrário, sem amparo em ordem judicial ou em procedimento administrativo regular”.
Quando Erivan Tavares usou o maquinário da Thompson e Duarte Ltda para a operação de destruição da fábrica de blocos da Crimaq, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) já havia recebido e investigava uma denúncia protocolada em setembro de 2025, apontando possíveis irregularidades em contratos celebrados entre prefeituras e a empresa contratada. Entre as suspeitas citadas estão fraude licitatória, improbidade administrativa, eventual formação de organização criminosa e propinas pagas a prefeitos e funcionários públicos.
ACUSAÇÕES CONTRA EMPRESA THOMPSON
Conforme o MP e a Polícia Federal revelaram na operação em Iconha, documentos analisados por órgãos de controle indicariam ainda inconsistências contábeis, pagamentos públicos sob apuração e hipóteses de crimes, como fraude em licitação, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas públicos e possíveis prejuízos ao erário. Há também pedido de aprofundamento das investigações financeiras envolvendo a empresa e pessoas relacionadas.
A movimentação policial chamou a atenção de moradores e empresários locais e repercutiu nos meios político e econômico do Espírito Santo. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes oficiais sobre a operação, nem confirmaram eventual bloqueio de bens ou novas medidas judiciais.
O OUTRO LADO
A defesa da empresa Thompson e Duarte Engenharia Ltda e de seu representante legal, Paulo Cézar Thompson Júnior, ainda não se manifestou oficialmente.
O prefeito Erivan Tavares e a Prefeitura de Conceição da Barra também não divulgaram nenhum posicionamento público sobre a prisão do dono da empresa contratada pelo Município.
O PORTAL DA REDE BARCOS disponibiliza espaço para possíveis manifestações. Havendo retorno, o texto será atualizado.
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