Enquanto municípios que guardam relíquias da cultura negra atacam essas comunidades e negam a importância dessa cultura na sua própria história, o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos, abre inscrições para o Prêmio Benedito Meia Légua, edição 2025.
O objetivo é de premiar personalidades negras que se destacam na luta quilombola e na promoção da igualdade racial.
O prêmio é organizado pela Secretaria de Direitos Humanos, por meio da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A premiação ocorrerá no mês de novembro, mês da Consciência Negra.
Podem fazer indicações os movimentos sociais, organizações não governamentais ou pessoas físicas que deverão ser acompanhadas de uma fundamentação que justifique o Prêmio, além de uma documentação que comprove a atuação da pessoa inscrita.
As inscrições podem ser feitas de forma presencial na sede da própria Secretaria, pelo e-mail gepir@sedh.es.gov.br disponível no Portal da Rede Barcos, ou encaminhar via internet com o título “4º Prêmio Benedito Meia Légua – Edição 2025” para o órgão até o dia 22 de setembro de 2025.
BENEDITO MEIA LÉGUA
Nascido em 1805, na região que hoje fazem parte os municípios de São Mateus e Conceição da Barra, o líder quilombola Benedito Caravelas recebeu o apelido de Meia Légua devido às constantes fugas a pé, principalmente para o nordeste brasileiro.
Ele invadia fazendas, quebrava senzalas, organizava fugas e ações em quilombos com a missão de libertar as pessoas escravizadas. Dizem as histórias que ele aparecia em vários lugares ao mesmo tempo, o que o transformou em uma lenda.
Benedito foi dado como morto após ser aprisionado por um capitão do mato, ser arrastado pelas ruas de São Mateus e espancado. Porém, seu corpo que havia sido guardado dentro da igreja de São Benedito para ser sepultado não foi encontrado no dia seguinte, restando apenas as marcas de sangue e pegadas.
Benedito das Caravelas passou a ser comparado a uma figura imortal, já que fugas e rebeliões continuavam ocorrendo para que pessoas escravizadas pudessem ser libertas.
Ele morreu já era idoso, pois foi traído quando seu esconderijo dentro de uma árvore havia sido denunciado e incendiado enquanto ele dormia.
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