O município de São Mateus está sendo processado pelo Ministério Público do Trabalho no por assédio eleitoral, perseguição política e utilização indevida de recursos públicos para favorecer a candidatura do vereador Cristiano Balanga (PP) à reeleição no pleito de 2024.
O processo afirma que existia, durante o período eleitoral, uma organização na Secretaria de Defesa Social, Gestão de Riscos e Gerenciamento de Desastres de São Mateus para promover atos de intimidação, retaliações e represálias contra servidores que não manifestassem apoio ao então candidato.
A Ação Civil Pública tem como alvos o próprio parlamentar, que se reelegeu; o então secretário de Defesa Social, Roberto Motta Gomes, genro do vereador; o assessor técnico, Admar Pereira Nascimento; e o coordenador da Guarda Municipal, Deslando dos Santos Silva.
A investigação também aponta que os envolvidos usavam as posições para “pressionar colegas e beneficiar politicamente apoiadores de Balanga, por meio da concessão de vantagens institucionais”.
O processo cita as principais práticas dos cabos eleitorais, como retirada do acesso aos computadores de trabalho das pessoas que declararam não ser eleitoras do vereador; envio de mensagens por WhatsApp para pedir votos; uso de carros oficiais e combustível para pregar panfletos nos muros da cidade; exclusão de plantões remunerados dos servidores não eleitores de Balanga; uso de contrato de manutenção de veículos da secretaria em carros particulares; convocação de pessoas armadas para acompanhar reuniões de trabalho.
Assédio moral e desvio de bens públicos
A ação movida pelo órgão tem depoimentos de servidores, vídeos, áudios, mensagens de texto e boletins de ocorrência que comprovariam os atos de assédio e desvio de bens públicos.
O processo, que corre na Vara do Trabalho de São Mateus, pede condenação por dano moral coletivo no valor de R$ 4 milhões, a responsabilização dos envolvidos e a adoção de medidas para assegurar ambiente de trabalho livre de assédio e influência político-eleitoral.
Em nota, a Câmara Municipal de São Mateus informou que não foi, até o momento, oficialmente comunicada sobre os fatos envolvendo um de seus vereadores. A Prefeitura de São Mateus e o vereador Cristiano Balanga foram procurados, mas não se manifestaram.
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