Ontem, 18 de Maio, foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data criada por uma Lei Federal para marcar a luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes do Brasil, em memória da menina Araceli Crespo, que aos 8 anos, ela foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no dia 18 de maio de 1973, em Vitória, aqui no Espírito Santo.
O caso, que teve repercussão internacional, serviu para que as denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes fossem encaradas com seriedade. Isso não impediu, no entanto, que houvesse um aumento de quase 200 por cento, ou seja, de dobrar duas vezes nos números de casos dessa natureza nos últimos quatro anos. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, o número de denúncias e casos registrados pelo Disque 100 saltou de 6.380, em 2020, para 18.826 em 2024 .
Isso significa que no Brasil, 13 crianças e adolescentes são vítimas de algum tipo de violência sexual, física ou psicológica a cada hora. São mais de 115 mil vítimas por ano, segundo o Atlas da Violência 2025. Um desses casos foi contado exatamente por uma conselheira tutelar de um bairro de Brasília. Ela conta que sofreu abuso do padrasto dos 6 aos 12 anos, sem poder falar nada, pois sua mãe tinha 7 filhos e dependia daquele homem para sustentar a família. Hoje, ela luta para impedir que outras crianças sejam violentadas.
O aumento nas estatísticas, no entanto, pode ser apenas pelo fato de que com a divulgação as pessoas têm denunciado mais, além de terem surgido campanhas e novas formas de denunciar, coisas que não haviam no passado. A Polícia Federal realizou de janeiro de 2022 a março de 2025, mais de 2 mil e 200 operações contra crimes online relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Só neste ano de 2025 entre janeiro e abril, 612 foragidos por crimes sexuais contra crianças e adolescentes foram presos.























































